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À conversa com... Carlos Sarmento


Carlos, seja bem-vindo à nossa rubrica Destaque da Semana, na qual promovemos entrevistas inéditas com autores nacionais, e cujo propósito primordial é fazer com que as suas palavras alcancem novos leitores.


1. Para começarmos, eis a pergunta que se impõe, como é que nasceu o gosto pela escrita?


Bom, acho que propriamente não nasceu em mim, mas sim tratou-se de uma descoberta após uma longa busca sem sentido (portanto, tardia), mas que afinal desembocou na escrita. O percurso é o mesmo de qualquer pessoa, repleto, no caso, de coisas boas, e quiçá coisas menos boas e mais fraturantes ou dilacerantes que surgiram na minha vida.


2. Ondas Psicomagnéticas Curvas. Como surgiu o ímpeto de escrever esta obra e de a partilhar com o público?


O título em si, é uma mera metáfora, que visa expressar o estado de liberdade, alheamento e, de certo modo, “loucura”. Daí brotou o livro. Confesso o meu puro egoísmo também, no sentido de que escrever, primeiramente, faz-me um homem imensamente feliz. Quanto à questão da partilha com o público, ela tem por objectivo, sobretudo, tocar a generalidade das pessoas no seu mais profundo ser, conferindo-lhes, espero eu, quiçá mais liberdade para enfrentar certos tabus, medos e realidades da vida, deliciando-lhes, assim o espero, com a beleza da palavra. Com isto, pretendo, se é que o consigo, tornar as pessoas mais felizes.


3. E o processo de escrita desta obra, como correu? Pode partilhar connosco um pouco sobre essa experiência?


No que respeita ao processo criativo, ele foi tumultuoso, de gestação árdua e sofrida, muito embora, no final de cada poema surgisse um certo êxtase sereno. A noite e aurora, neste caso, foram boas conselheiras.



4.Ondas Psicomagnéticas Curvas contem poemas que são filhos da noite, dos excessos e desvarios delirantes da vida do bairro. De onde vem a necessidade de procurar o sentido da vida, da morte, a solidão, a beleza tocante e incomparável da natureza, o poder e os homens, que transpôs para os poemas que integram esta obra?


Penso que toquei em temas que estão presente na generalidade do espírito das pessoas, mais não fiz do que tentar vertê-los em poética, encarando-a, eu próprio, como uma catarse das minhas próprias vivências e pensamentos sobre o que está à volta de todos nós.


5. Quais são os seus projetos para o futuro? Os leitores poderão contar com novas obras e dentro do mesmo registo ou prepara algum desafio?


Sim. Tenho um livro de contos escrito, e também um livro de poética, ambos à espera da luz dia. Esta senda continua e continuará, até ao momento em que não terei forças para segurar uma caneta.


6. Qual a mensagem que gostaria de partilhar com quem nos está a ler?


Gostaria de citar, a propósito da questão formulada, um autor germânico (Novalis): “A poesia é o verdadeiro e absoluto real”. Desafio-vos a entrarem pela nesga, aberta par ante par, dum mundo repleto de segredos, encantamentos e infinitas belezas.



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